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domingo, 18 de março de 2012

Acho que estou aprendendo a amar.


Foi uma estrada tão longa, tão longa, tão longa... Que eu pensei não ser possível. Que eu pensei que ela nem existisse. E ela talvez não existisse.

Mas Deus, não o deus do(s) talvez, das palavras vazias, ou deus que é só a resposta psicológica de Freud ao desespero, mas o Grande, Real e Poderoso Deus criou um caminho. Um Caminho. Feito e calçado com altíssimo preço.

O Grande e Poderoso Deus, o único que é capaz de transformar maldição(ões) em benção(ãos), criou um caminho.

Ainda falta tanto a caminhar, tanto. Mas eu já sinto esse Caminho firme sob os meus pés, sustentando todo o meu eu. Meu corpo, minh'alma, meu espírito.

Esse Caminho é Você, Jesus. O único que ficou comigo até o fim, querendo o meu melhor e o melhor pra mim. Eu, hoje, entendo Você e o que Você fez.

Acho que estou aprendendo a amar.

domingo, 11 de março de 2012

Extasiado.


Extasiado.

Acabei de assistir "John Carter de Marte". Um conto curto de ficção científica que Edgar Rice Burroughs - o autor de Tarzan - julgou tão... doido e "sem chão" que ele publicou sob pseudônimo, há mais de cem anos.

Linda a história. A imagens são extasiantes, o final inteligentíssimo, emotivo.

Extasiado.

Eu tenho que ter cuidado quando eu vejo/fico assim com certos filmes - geralmente da minha especialidade predileta: ficção científica -: eu saio dirigindo como se meu carro fosse uma nave espacial.

Mesmo.

Acho que eu levei uns vinte minutos do Lgo. do Machado aqui em casa.

sábado, 10 de março de 2012

Ainda pouco tive um pensamento repentino de ligar pra minha mãe e dizer que todos estão bem.

Foi assim; veio do nada.

Na época em que ela morreu isso aconteceu umas duas ou tres vezes. Logo depois - acho que no dia seguinte - li uma crônica, não sei se do Veríssimo, ou do Xexéo - que hesita em ser ou não cronista, rsrs - narrando exatamente a mesma coisa. Foi engraçado. Estranho até, a coincidência da crônica.

Senti vontade de ligar pra minha mãe, e dizer que está tudo bem.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

"Mas posso entender que o silêncio assusta você. Não está acostumado a ficar sozinho. Mas é normal. Era tão alto que nem conseguia ouvir... seus próprios pensamentos.

E aposto que tem um monte de grandes e belos pensamentos."

Fringe Season 04 Episode 13
"Tuesday.

Tuesday is chicken dinner."

Fringe Season 03 Episode 10

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cada entardecer que vejo da minha janela, não tem preço.
Eu, no curso de vida em que estava, no tsunami da vida me arrastava - e eu não conseguia mudar - eu era para estar:
1 - morto;
2 - em uma instituição psiquiátrica;
3 - numa penitenciária.
Eu estou aqui.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ariadne Araújo
25/03/2011

Aprenda a superar os piores momentos de crise com a leitura

Após uma desilusão amorosa, a morte de um ente querido, uma demorada doença ou grande crise pessoal, também durante catástrofes naturais, guerras e conflitos. Os livros têm sido companheiros fiéis, ajudando milhares de pessoas a ultrapassarem tempos difíceis. Em "A arte de ler ou como resistir à adversidade" (Editora 34), a pesquisadora francesa Michèle Petit conta como a leitura tem salvado, transformado e reconstruído vidas, seja na Europa, seja em pequenos lugarejos da América Latina.
No Brasil, na Argentina, na Colômbia e no México, a pesquisadora acompanhou as chamadas "experiências literárias compartilhadas". Organizadas por mediadores culturais - professores, bibliotecários, psicólogos, artistas, escritores, editores, livreiros, trabalhadores sociais -, essas experiências literárias têm como foco justamente populações mais distantes dos livros: "crianças, adolescentes, mulheres ou homens, em geral pouco escolarizados, oriundos de ambientes pobres, marginalizados, cujas culturas são dominadas".
Lendo em voz alta e discutindo livros juntos, essas pessoas encontram no prazer da leitura as representações e figurações simbólicas que precisam "para sair do caos, seja ele exterior ou interior". Pois, segundo Petit, os recursos culturais de linguagem, narrativos e poéticos, são tão vitais quanto a água. E, para isso, todas as formas de literatura são válidas: os mitos e lendas, os contos, romances, poemas, teatros, diários íntimos, histórias em quadrinhos, ensaios, livros ilustrados.
Local de acolhida, a leitura proporciona um "esquecimento temporário da dor, do medo e da humilhação". Ela é suporte "para despertar a interioridade, colocar em movimento o pensamento, relançar a atividade de simbolização, de construção de sentido e incita trocas inéditas", diz a pesquisadora. Para realizar essa experiência, os mediadores contam com a curiosidade intelectual de homens e mulheres. Assim, na floresta amazônica, refém da guerrilha na Colômbia, Ingrid Betancourt sonhava com um luxo: um dicionário enciclopédico.
Quando lemos, damos um salto gigantesco no espaço e no tempo. A voz interior do autor faz reviver uma outra. Segundo Petit, "ler, apropriar-se dos livros é reencontrar o eco longínquo de uma voz amada na infância". Nesse reencontro com a voz materna ou paterna, ou ainda da avó ou avô, as "palavras são bebidas como se fossem leite ou mel". Nesse desvio de tempo, de acordo com relatos de mediadores, alguns adolescentes, ao ouvir as narrativas, "se esticam e se curvam em posição fetal, enquanto outros fecham os olhos".
No Brasil, a pesquisadora acompanhou a experiência do projeto Cor da Letra, que forma mediadores de leituras para o trabalho em escolas públicas e privadas, hospitais, bibliotecas, centros sociais e culturais, nos bairros urbanos pobres e interior em várias regiões do país. Apesar da dificuldade em transmitir o gosto pela leitura, as pessoas têm sido tocadas pela "voz" dos livros. Nesta e em outras experiências, não se trata de fuga do real, "mas uma pausa, um intervalo necessário para curar as feridas de uma realidade demasiado dolorosa.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A história do Zé Rios:

Quando eu frequentava o A.A., eu frequentei um grupo atípico - se é que em termos de A.A. cabe o termo "atípico", rsrs. Éramos uns cinco ou seis. Todas as reuniões estávamos lá juntos, a intimidade era grande fabulosa e as reuniões antológicas. Em tudo. Em intimidade - como eu já disse -, em sinceridade, em aprendizado, em companheirismo. Em tudo. Conforme eu precisava. Eu precisava de TUDO.
Lá tinha um cara cujo nome era Zé Rios. Provavelmente a esta hora ele já está morto, velhice eu creio.
O Zé Rios, entre a fauna já estranha do A.A., era um caso especial. Bem, eu achava especial. Nordestino, tinha vindo beber no Rio; se acabara nas sarjetas, na Lapa, na degradação. Malandragem, mendicância, marotagem, paraibice, alcoolismo. Tudo junto. Tudo, tudo junto. Ele era uma figura. Ladino como o que... Seu olhar, ou o seu semblante - ou mesmo o seu eu - era o misto de muitas caras, muitas facetas; muitas vidas. Mas certas horas... rsrs, acho que ele parecia um misto de raposa com menino. Um homem de muitas vidas. Uma alma antiga. Cansada dessas muitas vidas. Como eu.
Nos tornamos amigos quase imediatamente. Assim. Eu gostava muito dele e ele sabia disso. Ele gostava muito, muito de mim, e eu sabia disso. Sem mencionarmos isso. Dois velhos caminhantes que se encontravam. O Caminho era nosso parentesco.
Então era sempre risada, muita risada... Ele tinha o riso frouxo; e eu também, rsrs. E conversas muito profundas - é; o termo era esse: profundas. Às vezes me deixavam tonto. precisando de dias para processar o que diziamos, o que lembravámos. Para mim era uma relação muito, muito rica. Pra ele também, eu sei.
Me lembro do Zé disparando a rir.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Era um escândalo. E ele não escolhia lugar pra rir - como eu, que soltei uma gargalhada na igreja outro dia, que... bom..., kkkkkkkkkkk.
Bom, um dia o Zé me chamou. Assim. Era bem dele isso... Acho que meu também... A gente puxava o outro pra conversar... assim... do nada. Ou do tudo... rsrs.
Ele me chamou pra conversar nesse dia, algo pra me entregar, pra deixar comigo, como se fosse uma dádiva ou um presente, e disse:
- Átila, um dia meu pai disse que queria conversar comigo. Isso ele fazia isso de vez em quando. Era um velho arreliado, mas cheio de vivência; meio seco, mas que me passava o que sabia do jeito que podia - e continuou. O velho me chamou e disse: "Zé... meu filho... preste atenção na vida; preste atenção nas pessoas. Tenha cuidado com isso. Preste bastante atenção e cuidado, porque na vida tem gente que caga mais pela boca do que pelo cú."
Foi isso que o Zé me disse. A conversa acabou ali. A deles, e a nossa.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Meu tintureiro é um cara d'uma humildade viva, pulsante. Latejante.

Ela pulsa ao redor dele.

83 anos. Ele pedala - eu disse "PEDALA" - pelo bairro todo, em sua faina, diligente, simples. Suave, gentil, pequeno - ele é um homem pequeno - ele se desloca, o dia TODO. De um lugar para o outro.

Alegre, simples, constante. Eu amo quando ele chega aqui em casa - como ele fez agora -, e eu o posso tratar com carinho. Eu dou a ele todo amor que eu posso.

E ele recebe. Porque as pessoas humildes não recusam nada. Nada. NADA. Nenhuma oportunidade da vida. E, com isso, levam uma vida rica. Como o Elias leva.

Como a humildade é forte.

domingo, 25 de setembro de 2011

I

Chegando da Igreja agora...
Comidinha, caminha, filminho - Green Lantern & FRINGE - e trabalhinho, depois.

De noite, mais filminho, mais pipoquinha, mais edredonzinho... (Hummmm - sorvete de creme, com groselha... Tem na geladeira. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk)
II
Estou montando dois PCs.

Um pra mim - rsrs, outro; é vício, e daí...? rsrssrs - e um prum cliente. Ontem terminei de estrutrar a máquina do cara. O cara me deu uma carroça com pó e ferrugem, rsrsrsrsrs. Como o gabinete era bom, limpei, eliminei a ferrrugem. Era uma carroça e ontem eu botei ele até pra rodar filme na minha TV de alta definição. Acho que tá de bom tamanho, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk.