terça-feira, 8 de novembro de 2011

Meu tintureiro é um cara d'uma humildade viva, pulsante. Latejante.

Ela pulsa ao redor dele.

83 anos. Ele pedala - eu disse "PEDALA" - pelo bairro todo, em sua faina, diligente, simples. Suave, gentil, pequeno - ele é um homem pequeno - ele se desloca, o dia TODO. De um lugar para o outro.

Alegre, simples, constante. Eu amo quando ele chega aqui em casa - como ele fez agora -, e eu o posso tratar com carinho. Eu dou a ele todo amor que eu posso.

E ele recebe. Porque as pessoas humildes não recusam nada. Nada. NADA. Nenhuma oportunidade da vida. E, com isso, levam uma vida rica. Como o Elias leva.

Como a humildade é forte.

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