Meu tintureiro é um cara d'uma humildade viva, pulsante. Latejante.
Ela pulsa ao redor dele.
83 anos. Ele pedala - eu disse "PEDALA" - pelo bairro todo, em sua
faina, diligente, simples. Suave, gentil, pequeno - ele é um homem
pequeno - ele se desloca, o dia TODO. De um lugar para o outro.
Alegre, simples, constante. Eu amo quando ele chega aqui em casa - como
ele fez agora -, e eu o posso tratar com carinho. Eu dou a ele todo
amor que eu posso.
E ele recebe. Porque as pessoas humildes não
recusam nada. Nada. NADA. Nenhuma oportunidade da vida. E, com isso,
levam uma vida rica. Como o Elias leva.
Como a humildade é forte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário