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sábado, 27 de agosto de 2011

Fabio Guibu
27/08/2011 - 03h00

A agricultora Severina Maria da Silva, 44, foi absolvida pela Justiça de Pernambuco anteontem (25).
Ela era acusada de ter encomendado a morte do pai, Severino Pedro de Andrade, de quem engravidou 12 vezes e teve cinco filhos durante os 29 anos em que foi vítima de abusos sexuais por parte dele.
O júri popular acatou a tese da defesa, de "inexigibilidade de conduta diversa", ou seja, de que a ré não poderia ser condenada porque foi coagida desde a infância e agiu sem ter outra opção.
Severina, que vive na zona rural de Caruaru (136 km de Recife), começou a ser estuprada aos nove anos de idade e, em 2005, contratou dois homens para matar o pai, ao perceber que ele assediava uma de suas filhas-netas.
No julgamento, até a Promotoria pediu a absolvição da acusada. Os dois assassinos, Edilson Francisco de Amorim e Denisar dos Santos, foram presos, julgados e condenados. Eles cumprem pena em Caruaru. 

Veja o depoimento de Severina:
 
Eu nunca estudei, nunca tive amiga, nunca arrumei um namorado na vida, nunca saí para ir a uma festa. Até os 38 anos, vivi assim, e foi assim até quando me desliguei do meu pai, no dia em que ele foi morto.
Meu pai não deixava eu e minhas irmãs fazermos nada. Toda a minha vida eu sofri. Comecei a trabalhar na roça ainda menina, com seis anos, arrancando mato.
Aos nove, fui com meu pai para o roçado. No caminho, ele me levou para o mato, amarrou minha boca com a camisa, me jogou de cabeça e tentou ser dono de mim. Eu dei uma pezada no nariz dele, e ele puxou uma faca para me sangrar.
A faca pegou no meu pescoço e no joelho. Depois, ele tentou de novo, mas não conseguiu ser dono de mim.
Em casa, contei para minha mãe e ela me deu uma pisa. Fiquei sem almoço.
À noite, minha mãe foi me buscar e me levou para ele. Me botou de joelhos na cama, tampou minha boca com o lençol e pegou nas minhas pernas para ele pular em cima. Eu dei um grito e depois não vi mais nada.
No outro dia, fui andar e não pude. Falei: "Mãe, isso é um pecado, é horrível". E ela: "Não é pecado. Filha tem que ser mulher do pai."
A partir daquele dia, três dias por semana, ele ia abusando de mim. Com 14 anos, eu engravidei. Tive o filho, e ele morreu. Eu tive 12 filhos com meu pai. Sete morreram. Seis foram feitos na cama da minha mãe. Dormíamos eu, pai e mãe na mesma cama.
Um dia, uma irmã minha disse que estava interessada em um namorado. O pai quis pegar ela, disse que já tinha um touro em casa, e que não era para ninguém andar atrás de macho lá fora.
Eu mandei minha mãe correr com minha irmã, e ele correu com a faca atrás. Depois disso, minha mãe não ficou mais com ele. Foram todos embora para Caruaru, para a casa do meu avô. Ela e as minhas oito irmãs.
Só ficamos eu e meu pai na casa. Eu tinha 21 anos, e ele sempre batia em mim. Tentei me matar várias vezes, botei até corda no pescoço.
Os filhos nasciam e morriam. Os que vingavam foram se criando. Minha filha estava com 11 anos quando ele quis ser dono dela. Falou assim: "Nenê está engrossando perninha? Tá saindo peitinho, enchendo a melancia? Tá bom de experimentar, que é para ir se acostumando." E tacou a mão nela.
Eu falei: "Seu cabra da peste, está escrito na minha testa que eu sou Maria-besta? Eu sou filha de Maria, mas besta eu não sou." E ele: "Rapariga safada, Maria era mulher para todo acordo. E tu, não tem acordo?"
Nessa hora, eu disse para ele: "Se você ameaçar a minha filha, você morre. Minha mãe aceitou, mas eu não." Meu pai me bateu três dias seguidos, deu um murro no meu olho que ficou roxo.
Na segunda, ele amolou uma faca e foi vender fubá [farinha de milho]. Antes, disse: "Rapariga safada, quando chegar, se você não fizer o acordo, vai ver o começo e não o fim."
Eu respondi: "Ô pai tarado da peste, se você ameaçar a minha filha, você morre." Ele foi para a feira e eu, para a casa da minha tia. Lá, mostrei meu corpo lapeado, o olho roxo, o ouvido estourado.
Meu pai tinha amolado uma faca de 12 polegadas na segunda-feira à noite e me mataria na terça se eu não fizesse o acordo. Foi quando paguei para matarem ele.
Peguei um dinheiro que tinha guardado, fui para Caruaru e, na casa do Edilson, paguei R$ 800 na hora.
Quando o pai chegou, o Edilson veio acompanhando. Foi quando acabou a vida dele. O rapaz arrumou um amigo e fez o homicídio. A faca que ele havia comprado, interessado na minha vida, ele morreu com ela.
A minha filha, a filha dele, eu salvei. Quem é pai, quem é mãe, dói no coração. Levar a sua filha para a cama, abrir os quartos dela, como a minha mãe fez, e o pai ir para cima da filha? Eu, como passei por isso, jamais iria aceitar.
Antes disso, eu ainda procurei os meus direitos, mas perdi. Há uns 15 anos, fui na delegacia, mas ouvi o delegado falar para eu ir embora e morar com o velhinho (o pai), que era uma boa pessoa.
O homicídio foi no dia 15 de novembro de 2005. No cemitério, já tinha um carro de polícia me esperando. Na cadeia, passei um ano e seis dias. Fiquei no castigo, depois fui para uma cela.
Depois do julgamento, fiquei feliz. Antes, pensava na liberdade e na cadeia ao mesmo tempo. Agora, quero viver e ficar com meus filhos. Quero que minha história sirva de exemplo, para que os pais e as mães procurem respeitar os seus filhos, ser amigos deles. A gente é pobre, mas pobreza não é desonra. Desonra é o cara fazer do próprio filho um urubu.
A partir de hoje eu quero é viver, porque tenho muita coisa para aproveitar pela frente. Tenho a liberdade e os meus filhos comigo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

04.05.2011 - 08h04

Um homem assassinou a golpes de faca a própria filha de dois anos depois de anunciar que pretendia cometer o crime pela rede social "Facebook", uma vingança contra a mãe da menina na Austrália.
Ramazan Acar, de 24 anos, admitiu nesta quarta-feira a culpa pelo infanticídio em um tribunal na cidade de Melbourne, informou a agência local "AAP".
Acar assassinou a filha Yazmina em novembro do ano passado, em suposta represália à sua ex-companheira Rachelle D'Argent por ela não permitir visitas dele à menina.
Pouco antes de cometer o crime, o pai foi à casa da mãe para pedir que o deixasse levar a filha para comprar chocolates em uma loja próxima, apesar de o passeio violar as restrições da custódia.
Mesmo contrariada, a mãe de Yazmina aceitou o pedido. Tempo depois ela tentou falar com o ex-companheiro, que atendeu dizendo que iria matar a menina porque ela não havia permitido a ele ver a criança nos últimos três meses.
Depois de cometer o crime, Acar mandou uma mensagem para o celular de Rachelle confessando ter cometido o crime.
A mãe foi até a casa do pai da menina e o encontrou sentado dentro de seu carro com uma faca nas mãos.
Horas após o crime, a Polícia encontrou o corpo da menina - com facadas no peito e no estômago - em uma área de floresta ao nordeste de Melbourne.
Segundo a promotoria, Acar abusava fisicamente da sua ex-parceira, e estava prestes a iniciar tratamento por abuso de drogas e álcool.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

11.04.2011 - 7h18

A Justiça da Austrália sentenciou à prisão perpétua o pai de uma menina de 4 anos que morreu ao ser jogada de uma ponte de 58 metros de altura em Melbourne.
Arthur Freeman, que havia sido condenado no fim do mês passado, terá de passar pelo menos 32 anos preso.
A defesa do pai alegou que ele não estava no controle de suas faculdades mentais quando cometeu o crime, em janeiro de 2009.
Em meio a uma acirrada disputa conjugal, Freeman havia sido informado de que teria de passar menos tempo com os filhos.
Em plena hora do rush - às 9h da manhã do dia 29 de janeiro de 2009 - ele parou seu carro no meio da ponte West Gate, deixou o pisca-alerta ligado e jogou a filha, Darcey Freeman no rio Yarra.
Darcey morreu de ferimentos internos graves e em virtude de afogamento. A equipe de resgate tentou ressucitar a menina por 45 minutos, mas ela morreu no hospital.
Os irmãos estavam no carro e presenciaram a queda da menina.
"É impossível imaginar quais devem ter sido os últimos pensamentos de Darcey e a sua morte deve ter sido dolorosa e prolongada", disse o juiz Paul Coghlan, ao proferir a sentença "A única conclusão é que você usou a sua filha em uma tentativa de magoar a sua ex-mulher da maneira mais profunda possível."

Adeus
Momentos antes, Arthur havia ligado para a mãe da Darcey, Peta Barnes. "Dê adeus aos seus filhos", dissera o pai.
Após jogar a própria filha para a morte, Arthur conduziu seu carro para o complexo de tribunais federais em Melbourne, onde permaneceu soluçando sem parar até ser preso, segundo relatos da segurança.
Os psiquiatras que prestaram depoimento durante o julgamento afirmaram não haver razões para crer que o pai estivesse fora de suas capacidades mentais quando agiu.
"É uma série de circunstâncias terríveis. Muitas vezes você pensa que viu tudo, mas não viu", disse, à época, o detetive Steve Clark, responsável pelo caso.
Também à época, o então primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, acolheu uma ideia da família de criar uma data para homenagear "as crianças que saíram cedo de nossas vidas".
Mais de 150 mil pessoas registraram-se para fazer parte de um grupo de tributo a Darcey Freeman no site social Facebook.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Daniel Milazzo

A Polícia Militar prendeu nesta segunda-feira (4) Marcelo Silva de Oliveira, 19, acusado de torturar seu enteado, de oito anos de idade. Na noite de ontem, a Polícia Civil o indiciou pelo crime de tortura, delito inafiançável. O acusado permanecerá preso até o julgamento. Os policiais chegaram até o agressor por meio de uma denúncia anônima.
Marcelo morava no Morro do Banco, em Itanhangá, zona oeste do Rio, com a mulher e os três filhos dela (o garoto de oito anos, uma criança de seis e outra de apenas um ano). Quando policiais do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) chegaram à residência, as crianças estavam trancadas dentro de um quarto.
O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) comprovou que o garoto fora vítima de agressões. Ele possuía hematomas no rosto e nas costas. De acordo com depoimentos colhidos pela polícia, as agressões cometidas por Marcelo eram frequentes. O acusado pode ser condenado a até oito anos de reclusão.
A mãe das crianças disse aos agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca) que Marcelo já apresentava um comportamento agressivo com ela quando ele ingeria bebida alcoólica. Eles se relacionavam havia cerca de um ano e, atualmente, Marcelo estava desempregado. A mãe também pode ser penalizada, pois é a responsável pelas crianças.

Bebê agredido recebe alta em Niterói
Internado desde a noite de sexta-feira (1º) no Hospital das Clínicas de Niterói, região metropolitana do Rio, um bebê de três meses recebeu alta ontem (4) à noite. Segundo o hospital, a criança chegou com marcas no rosto e no pescoço.
O Conselho Tutelar da cidade negou a guarda da criança aos pais, suspeitos de terem cometido as agressões. O bebê está com familiares. De acordo com o delegado Henrique Faro, da 76ª DP (Niterói), ainda não há uma data para a oitiva do pai, que teria sofrido uma crise nervosa e foi internado.
Em depoimento prestado no sábado (2), a mãe alegou que os hematomas teriam sido consequência de uma queda do bebê. A versão foi contestada pelos médicos do Hospital das Clínicas, os quais decidiram chamar a polícia. Os médicos que prestaram o primeiro atendimento ao bebê serão ouvidos na próxima sexta.
Faro aguarda a conclusão do laudo médico, elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML), o qual determinará as causas das lesões. A previsão é de que o laudo seja entregue ainda hoje.
07.04.2011 - 09h05 atualizada 07.04.2011 - 13h57

Um homem invadiu na manhã desta quinta-feira (7) a escola municipal Tasso da Silveira, na rua General Bernardino de Matos, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, 11 crianças morreram, além do atirador que, segundo a PM (Polícia Militar), atirou contra a própria cabeça.
O atirador disparou várias vezes contra os alunos de uma sala de aula de oitava série, com 40 alunos, no primeiro andar. Mais de 400 jovens estudam no local, em 14 turmas do 4º ao 9º ano. Segundo as últimas informações da Secretaria Estadual de Saúde, há 13 feridos, sendo dez meninas e três meninos --quatro estão em estado grave.
Os feridos foram levados para o Hospital Estadual Albert Schweitzer. Algumas crianças em estado mais grave estão sendo redirecionadas para outros hospitais, como o Miguel Couto e o Souza Aguiar.
Com o barulho dos tiros, houve muita gritaria e os professores trancaram as portas das salas para proteger os alunos.
A primeira informação divulgada foi de que o atirador era pai de uma aluna da escola, mas a Polícia Militar confirmou que o homem foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, é ex-aluno da escola.
Ele estaria usando uma roupa que imitava fardamento militar e entrou na escola com duas pistolas e muita munição. Wellington entrou na escola dizendo que iria fazer uma palestra em comemoração aos 40 anos da unidade. Lá dentro, chegou a ser reconhecido por uma professora.
A irmã adotiva do atirador disse em entrevista à rádio Band News, que o atirador estava "muito ligado" ao Islamismo, não saía muito de casa e ficava o tempo inteiro no computador.
Em entrevista à Globo News, o coronel Djalma Beltrame, comandante do 14º BPM (Bangu), confirmou que Oliveira deixou uma carta que indica que ele tinha intenção de se matar. " Foi um ato premeditado", disse Beltrame.
Segundo o coronel, a carta era “confusa” e apresenta conteúdo “fundamentalista islâmico”.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o episódio é uma “tragédia sem precedentes” e que este é um “dia de luto” para a educação brasileira.
Segundo o Corpo de Bombeiros, há oito carros de bombeiros e diversos helicópteros atuando no local, que foi isolado. Há uma multidão ao redor da escola, principalmente de pais em busca de informações.

Poderia ter sido maior
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse que o massacre  poderia ter sido maior, se um terceiro sargento da Polícia Militar não tivesse interferido. Segundo o governador, o sargento Alves, que cumpria uma operação na região, foi avisado por dois estudantes feridos que fugiram da escola no momento do massacre.
“Ele estava participando de uma operação a dois quarterões da escola e foi avisado por dois meninos que fugiram”, disse. Cabral afirmou que o sargento atingiu o atirador na perna quando ele estava no terceiro andar, quando ele já havia atirando contra os alunos e se preparava para atacar mais crianças. “Sem dúvida nenhuma a atuação dele [o sargento] foi fundamental. Ele já estava preparado para mais disparos."

sábado, 12 de março de 2011

Pai é preso acusado de estuprar o filho de 16 anos
Sábado , 05 de Março de 2011 - 9:26

O pedreiro, identificado como Darci A.S. (39), foi preso na última sexta-feira (3) sob acusação de estupro contra o próprio filho de 16 anos. De acordo com relatos da ex-mulher do acusado, ele foi até a casa dela pedir para pernoitar, pois onde estava dormindo tinha muita gente usando drogas. Com o pedido aceito o homem entrou em um quarto e deitou-se, após horas a mulher escutou uns gemidos abafados vindo de onde o homem estava e quando foi olhar era o filho dela que estava com a boca tapada com uma bermuda e Darci por trás dele tentando penetrá-lo.
Após o flagrante o homem correu e foi se esconder no local onde estava morando. Uma guarnição da polícia foi acionada pela mãe do menor e logo conseguiu prender o suspeito em flagrante.
Darci disse aos policiais que não sabia de nada e que não tinha ido na casa. O menor deixou claro que já vinha sendo estuprado desde os 12 anos, só não tinha contado para alguém porque o pai o ameaçava de morte e ainda dizia que ia estuprar a irmãzinha dele que também menor.
Diante dos fatos o homem recebeu voz de prisão e foi levado para Central de Policia onde se encontra preso aguardando as medidas que a lei irá tomar sobre o caso.
Pais acusam tia de decepar mão de bebê de três meses

Paolla Serra


RIO - Os pais da bebê de três meses, que teve a mão decepada , acusam a tia de Mirela Santana dos Santos pelo crime. Em depoimento à conselheira tutelar que acompanha o caso, Rejane Pussenti, a mãe da criança disse que saiu para comprar molho de tomate no supermercado e deixou a menina com a outra filha, de 9 anos, e a tia teria levado as duas garotas para a casa dela e decepado a mão da mais nova. Segundo os pais da menina, o casal brigou várias vezes com a tia, que teria se vingado mutilando a bebê.

O Conselho Tutelar investiga o caso para saber se essas meninas e os outros dois filhos do casal correm perigo. Só depois disso será possível tomar as medidas legais - disse Rejane.
O delegado titular da 58ª DP (Posse), Marcus Henrique de Oliveira Alves, ouviu, na tarde desta quinta-feira, pelo menos sete pessoas sobre o caso. Mais cedo, a polícia encontrou uma faca próximo ao terreno onde moram os pais, as quatro crianças e a tia com o marido. A mão da menina não foi localizada.
A pequena Mirela, que está sob a guarda do Conselho Tutelar, deu entrada no Hospital de Saracuruna na tarde da quarta-feira. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, o bebê passou por cirurgia de ajuste, realizada por cirurgiões plásticos da unidade. Internada no CTI pediátrico do hospital, a menina respira sem a ajuda de aparelho, se alimenta e reage a estímulos. Seu quadro é considerado estável e não há previsão de alta.
Na última segunda-feira, a recém-nascida de 17 dias Camile Vitória Nascimento teve uma das pernas amputadas após sofrer uma queimadura durante uma cirurgia. A direção do Instituto Fernandes Figueira, no Flamengo, onde a menina está internada, informou que está investigando o caso para tomar as medidas cabíveis.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Britânico que matou bebê e filmava tortura é condenado
BBC BRASIL
03/12/2010 - 11h48

Um britânico que matou o filho de 15 meses da namorada, e gostava de filmar atos de crueldade cometidos contra a criança, foi condenado à prisão perpétua. O tribunal em Manchester decidiu que Darren Newton, um operário de 32 anos, deve passar pelo menos 24 anos atrás das grades antes de ter direito de tentar a liberdade condicional.
Newton admitiu ter cometido atos de crueldade contra o bebê, mas negou a acusação de assassinato. O júri o considerou culpado de assassinato e crueldade.
O juiz do caso recomendou que as imagens gravadas por ele sejam preservadas e examinadas pela comissão que estudará um eventual pedido de condicional, antes de tomar uma decisão.

Dois Minutos de Dor

A promotoria do caso disse que Newton filmava os clipes com seu celular para sua própria diversão.
Ele batizou os clipes com nomes como "chorando, chiqueirinho não tem brinquedo, ahhhh", "espremendo o dedão no berço", "dois minutos de dor" e "congelando sem água". Neste último, filmado em uma noite de novembro (quase inverno no hemisfério Norte), o bebê aparece nu em uma banheira vazia.
Em outro, Newton bate repetidamente na cabeça de Charlie, que grita e chora.
Segundo a promotoria, ele começou a agredir Charlie em junho do ano passado, aumentando o grau de violência até sua morte, seis meses depois.
Em 19 de novembro do ano passado, Newton retornou do trabalho para a casa da namorada, para ficar com Charlie. Três horas depois, a criança estava morta.
Médicos notaram hematomas no rosto do bebê, e a autópsia concluiu que sua morte foi causada por hemorragia no cérebro e na retina, em decorrência de vários tapas desferidos na cabeça da criança.
A mãe de Charlie tinha se separado do pai do bebê e conheceu Newton no início de 2009, depois de se mudar para perto da casa dos pais de seu novo namorado, onde este morava.
Ela disse acreditar que Newton era um homem quieto, atencioso e afável, e que tratava Charlie bem.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Adversidades e estresse na infância levam a problemas de saúde no futuro, dizem estudos
Segundo pesquisas, estresse provocado por pobreza ou abusos pode levar a doenças cardíacas e envelhecimento celular precoce.
16/08/2010 08h27 BBC

Adversidades e estresse no início da vida podem levar a problemas de saúde no futuro e até mesmo à morte prematura, segundo uma série de estudos apresentados em um encontro da Associação Americana de Psicologia, na Califórnia.
Os estudos sugerem que o estresse na infância provocado pela pobreza ou por abusos pode levar a doenças cardíacas, inflamação e acelerar o envelhecimento celular.
Segundo os responsáveis pelas pesquisas, as experiências no início da vida podem deixar "marcas duradouras" sobre a saúde no longo prazo.
Em um dos estudos, pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, analisaram a relação entre viver em pobreza e os sinais iniciais de doenças cardíacas em 200 adolescentes saudáveis.
Eles verificaram que aqueles que vinham de famílias mais pobres tinham artérias mais endurecidas e uma pressão sanguínea mais elevada.

Situações ameaçadoras

Uma segunda pesquisa do mesmo grupo mostrou que as crianças dos lares mais pobres eram mais propensas a interpretar uma série de situações sociais simuladas como ameaçadoras.
Elas também tinham pressão e batimentos cardíacos mais altos e apresentaram sinais mais fortes de hostilidade e raiva em três testes de laboratório.

Os resultados apoiam outras pesquisas que mostram uma ligação entre uma infância com alto nível de estresse e futuras doenças cardiovasculares, segundo a coordenadora dos estudos, Karen Matthews.

Segundo ela, ambientes imprevisíveis e com estresse levam as crianças a ficarem "hipervigilantes" em relação a percepções de ameaças.

"Interações com outros se tornam então uma fonte de estresse, que pode elevar o nível de estimulação, a pressão sanguínea e os níveis de inflamação e esgotar as reservas do corpo. Isso estabelece o risco para doenças cardiovasculares", disse.

Expectativa de vida

Outro estudo apresentado na conferência mostrou que eventos na infância como a morte de um dos pais ou abusos podem tornar as pessoas mais vulneráveis aos efeitos do estresse na vida posterior e até mesmo reduzir a expectativa de vida.
Pesquisadores da Universidade de Ohio State analisaram um grupo de adultos mais velhos, alguns dos quais cuidavam de pessoas com demência.
Eles avaliaram diversos indicadores de inflamação no sangue que podem ser sinais de estresse, assim como o comprimento dos telômeros - fitas de DNA que se encurtam a cada vez que as células se dividem e que podem ter relação com doenças relacionadas à idade.
Os 132 participantes também responderam a um questionário sobre depressão e sobre abusos ou negligências sofridos na infância.
O estudo relacionou abusos físicos, emocionais ou sexuais durante a infância com telômeros mais curtos e níveis mais altos de inflamação mesmo após serem descartados outros fatores como idade, sexo, índice de massa corporal, exercícios, sono e se a pessoa era responsável por cuidar de alguém.
"Nossa pesquisa mostra que as adversidades na infância deixam uma sombra longa sobre a saúde da pessoa e podem levar a inflamações e envelhecimento celular muito antes do que em aqueles que não passaram por isso", disse a coordenadora do estudo, Janice Kiecolt-Glaser.
"Aqueles que sofrem diversas adversidades podem encurtar sua expectativa de vida entre 7 e 15 anos", afirmou.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Justiça francesa indicia pais dos oito recém-nascidos achados mortos

A justiça francesa indiciou nesta quinta-feira por homicídio voluntário de menores de 15 anos a mãe dos oito bebês cujos corpos foram encontrados no norte da França e o pai por omissão de denúncia e ocultação de cadáver.

A mãe poderá ser condenada à prisão perpétua.

Na véspera, as autoridades francesas encontraram os corpos de oito recém-nascidos no jardim de uma casa em Villiers-au-Terre, norte da França.

Segundo um político local, os novos moradores da casa onde foi feita a descoberta macabra - pertencente antes aos pais da mãe acusada pelo crime - alertaram no sábado à polícia após encontrarem ossos de recém-nascidos no jardim da residência.

Dois cadáveres foram encontrados no jardim pelos policiais, segundo o vereador, acrescentando que outros seis cadáveres foram encontrados na quarta-feira na casa do casal, a um quilômetro de distância.

Descritos como gente "atenciosa, educada e gentil" por um vizinho que preferiu não se identificar, os dois detidos seriam pais de duas jovens na casa dos vinte anos, que também teriam filhos.

"São pessoas que não causam problemas, que são respeitadas na vizinhança", disse o político, destacando que o homem fazia parte da câmara de vereadores da cidade de Villers-au-Tertre.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Paris 05/03/2010 - 20h05
O menino brasileiro Florian Mutter, 4 anos, foi sepultado nesta manhã em um cemitério da cidade de Kloten, a 12 quilômetros de Zurique, norte da Suíça. Em 26 de fevereiro, ele foi vítima de uma overdose de soníferos seguida de asfixia, em um quarto de hotel no qual passara a noite com o pai, identificado pela polícia local apenas como Gustav G. O menino, filho de brasileira, teria sido morto pelo próprio pai, que a seguir teria tentado se suicidar, sem sucesso.
O homem, um contador de 60 anos, já havia sido condenado há 20 anos por tentar matar seu primeiro filho. Depois de deixar a prisão, Gustav havia vivido por cinco anos com a brasileira Márcia Mutter, de 35 anos, a quem conhecera havia pouco mais de cinco anos em Valência, na Espanha.
O assassinato de Florian aconteceu em um quarto do hotel Krone, na cidade de Winterthur, a 26 quilômetros de Zurique. Segundo a apuração policial, funcionários do estabelecimento foram alertados pelo alarme anti-incêndio do quarto. Ao entrarem, encontraram dois corpos caídos ao chão e recobertos pela poeira branca de um extintor de incêndio. Os paramédicos tentaram reanimar Florian, que chegou a ser levado de helicóptero a um hospital local, antes de falecer. Gustav, por sua vez, pôde ser salvo e está preso.
Separação
As circunstâncias do crime ainda não estão esclarecidas pela polícia. A hipótese mais provável é que Gustav temesse que Márcia fugisse com o filho para o Brasil. Desde a separação, em fevereiro de 2008, o casal disputava a guarda do menino, que foi atribuída ao pai pelo Conselho Tutelar de Bonstetten, cidade na qual a família morava. "Ao longo das últimas três semanas, o pai rejeitou o direito de visita da mãe ao filho", informou à imprensa suíça o ex-advogado de Márcia, Burkard Wolf. "Gustav argumentava que o filho estava doente e precisava ficar em casa."
A polícia estima ainda que o temor de ter o filho sequestrado fosse na realidade uma crise de paranoia de Gustav. Isso porque o histórico judiciário e psiquiátrico do suspeito é taxativo. O pai de Florian já havia cumprido pena de 10 anos de prisão pela tentativa de homicídio de Reto, seu primeiro filho, então com 13 anos. Em 1990, o menino foi jogado de um despenhadeiro, depois de ser espancado a pauladas. Reto sobreviveu com paralisia severa.
Segundo seu histórico psiquiátrico, Gustav era um paciente narcisista, egocêntrico e com perfil psicopático.
A morte de Florian desperta polêmica na Suíça. Uma investigação foi aberta pela diretor de Justiça da cidade, Markus Notter, para apurar porque a guarda do menino foi atribuída ao pai, e não à mãe brasileira, mesmo com a ficha policial de Gustav.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

18/11/2009 - 12h06 Atualizado às 12h17
Pai e filho morreram nesta quarta-feira ao caírem de um prédio de classe média alta no bairro Chácara Inglesa, na zona sul de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o homem jogou o filho e pulou em seguida.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o homem - de cerca de 30 anos - pegou o menino - de aproximadamente 2 anos e meio - no quinto andar, onde morava, e levou a criança ao 18º andar do prédio, localizado na rua Correia de Lemos.
Equipes dos bombeiros e o helicóptero Águia, da Polícia Militar, foram acionados para o resgate, mas ambos morreram na hora.
Segundo os bombeiros, o rapaz estava em processo de separação. O caso será registrado no 16º DP (Vila Clementino).
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19/11/2009 - 12h02
O corpo do menino de dois anos que morreu na manhã de quarta-feira (18) após ser jogado pelo pai do 18º andar de prédio na zona sul de São Paulo foi enterrado na manhã desta quinta-feira no cemitério Gethsêmani, na região do Morumbi, na zona oeste.
Segundo informações do cemitério, o enterro começou por volta das 11h15 e reuniu familiares. O corpo do pai do menino --um consultor de 30 anos-- não foi enterrado no mesmo cemitério. Ele pulou do prédio depois de jogar o garoto, afirma a polícia. O enterro do consultor deve acontecer às 14h de hoje no cemitério das Lágrimas, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo).
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 16º DP, a mãe do rapaz disse que ele não se conformava com o fim do relacionamento com a mãe do menino, que durou aproximadamente quatro anos e terminou há cerca de seis meses. Antes de se matar, o consultou deixou um bilhete para a ex e telefonou para a mãe.
Na ocasião, ele pediu, chorando, "desculpas por algo que eventualmente ele tinha feito e causado sofrimento a mãe". Em seguida, ele ligou para o chefe, "pedindo para que ele agradecesse ao dono do escritório por tudo que haviam feito a ele".

Tragédia

Por volta das 10h de ontem, o consultor foi ao apartamento onde morava a ex-mulher e o filho, no quinto andar de um prédio de classe média alta localizado na rua Correia de Lemos, Chácara Inglesa. A babá disse à polícia que deixou pai e filho sozinhos para ir à lavanderia; quando voltou, viu ambos entrando no elevador e pensou que desceriam, mas o pai subiu com o menino até o último andar --18º--, de onde jogou a criança e pulou.
Ontem, policiais militares afirmaram ter encontrado um envelope de veneno de rato e dois copos no apartamento onde morava o menino. A babá disse à polícia que o veneno não era da casa, e a polícia não sabe se pai ou filho ingeriram o produto. O material foi encaminhado para perícia.

sábado, 14 de novembro de 2009

Analista do caso Fritzl: "vi o mal por quase todos os ângulos", por Frank Thadeusz

26/10/2009
A psiquiatra austríaca Heidi Kastner passou sua carreira dando opiniões de especialista sobre casos de pais que abusam dos filhos - incluindo o de Josef Fritzl. Numa entrevista à "Spiegel", ela discutiu seu novo livro e suas experiências pesquisando pais que abusam de seus filhos de formas horrendas.
Spiegel: Srta. Kastner, você escreve sobre atos de violência cruéis e extremos contra crianças. Quem gostaria de ler esse tipo de material voluntariamente?
Kastner: Não sei. Deparo-me com esses casos com frequência. Talvez eu tenha perdido, em certo grau, a percepção do quanto isso afeta os outros. Alguém que trabalha como lixeiro acaba se acostumando com o mau cheiro.
Spiegel: Seu livro está cheio de histórias de psicopatas, loucos violentos e outros maníacos. Você não está passando um pouco dos limites?
Kastner: É verdade que eu só descrevo os casos verdadeiramente brutais de abuso paternal. Mas sou uma psiquiatra forense, e trabalho nesse campo há 12 anos. Eu não lido exatamente com pessoas que batem em seus filhos no trem.
Spiegel: O que a interessa na crueldade dos pais?
Kastner: Meu maior interesse é a motivação dos agressores. Essa motivação foi muito pouco estudada nas chamadas tragédias familiares, por exemplo, nas quais um homem mata sua mulher e filhos. Quando eu estava preparando este livro, encontrei apenas três estudos sobre o assunto, e um deles era das Ilhas Fiji.
Spiegel: O que você descobriu?
Kastner: Quando eu examinei os casos mais de perto, descobri que os homens que tiveram acessos de fúria em suas próprias famílias tinham uma coisa em comum: suas vidas haviam desmoronado em dois níveis. Foram deixados pela parceira e, ao mesmo tempo, haviam perdido o emprego ou enfrentavam sérias dificuldades financeiras.
Spiegel: A mesma coisa pode acontecer às mulheres.
Kastner: Sim, mas então tendemos a ver mães que ficam tão deprimidas que cometem suicídio e levam seus filhos consigo. Entre os homens, quase não encontrei casos em que a depressão fosse a causa subjacente. Desordens narcisísticas são mais prováveis nesses casos.
Spiegel: Você conta como uma mulher abusava regularmente do filho de dez anos. Em outro caso, uma mulher com tendências sádicas segurava a filha enquanto o namorado estuprava a criança. As mães são tão culpadas quanto os pais?
Kastner: Eu nunca disse que só os homens eram violentos. Com as mulheres, sempre tive um problema com o fato de elas ignorarem o que acontece. Essa desculpa de que "eu estaria perdida sem ele, e é por isso que eu não pude fazer nada quando ele abusou do meu filho" é totalmente nonsense - principalmente hoje, numa época em que os recursos terapêuticos e financeiros estão disponíveis a todos. Isso faz meu sangue ferver. As crianças sofrem por serem traídas pela mãe quase o mesmo tanto que sofrem por causa do próprio abuso. Nossas leis criminais não dão atenção suficiente à culpabilidade moral das mães.
Spiegel: É possível que as mães não percebam nada?
Kastner: Quando a mãe diz: "Eu não percebi nada, porque nunca estava em casa quando isso acontecia", é difícil processá-la. Mas é absurdo alegar que uma mulher não perceberia uma criança que sofre abusos durante quatro anos num apartamento de 40 metros quadrados.
Spiegel: Você escreve sobre a tradição de uma geração inteira de pais que exercem o "direito da primeira noite" com suas filhas...
Kastner: De fato. Encontrei esses casos o tempo todo, em todas as classes sociais. O pai acredita que a filha é sua propriedade, e ele tem tanto direito a ela quanto à maior fatia de carne sobre a mesa. E a mãe encobre isso. Quando uma filha chega para a mãe e diz: "Meu pai fez coisas estranhas comigo", ela responde: "Ah, mas não faça tempestade em copo d'água. Meu pai fez a mesma coisa comigo."
Spiegel: Como são as coisas nesses tipos de família? Pode haver algo como uma vida normal dentro desse contexto inconcebível?
Kaster: Há esses ritos de passagem que acontecem apenas uma vez e que são considerados como parte de se tornar um adulto em algumas famílias. Mas também há famílias nas quais a filha é rotineiramente abusada por muitos anos, e mesmo assim a vida nessas famílias parece surpreendentemente normal. A criança isola completamente as coisas perversas que acontecem. Conversei com muitas vítimas que disseram que elas simplesmente se deitam lá como se não estivessem nem presentes. E quando chega o momento certo, elas voltam para a realidade. Ao separar as coisas dessa forma, é possível ir pescar com o pai ou sair com a família, e até mesmo gostar dele.
Spiegel: Não há algo de libertador para as mulheres da família quando, depois de várias gerações, uma finalmente se levanta para se defender?
Kastner: Não, pelo contrário. Nessas famílias, normalmente acontece que todos juntam forças para se opor à criança que denuncia o pai à polícia. Nesse sentido, as vítimas mulheres são mais emancipadas do que os homens. Com certeza existem muitos meninos abusados que raramente vão à polícia, porque é mais difícil conciliar o abuso sexual com a autoimagem masculina.
"Ele sabia que o que estava fazendo era errado"
Spiegel: Você ficou conhecida por causa de um caso particularmente repulsivo de incesto. Você escreveu o relatório psiquiátrico de Josef Fritzl, que manteve a filha presa por quase 24 anos num porão. Não faria mais sentido escrever um livro sobre o caso?
Kastner: O caso de Fritzl também é um fardo para mim, porque sou frequentemente associada exclusivamente a ele. Além disso, será que precisamos satisfazer esses interesses voyeuristas questionáveis? Ninguém se tornará uma pessoa melhor por saber com que frequência o senhor Fritzl trocava de meias.
Spiegel: No caso de Fritzl, você teve a sensação de o compreendia?
Kastner: Sim. O que aconteceu com o caso de Fritzl foi que, embora eu tenha conversado com o homem por 27 horas, pensei comigo mesma, depois das primeiras cinco horas: posso entender e explicar como ele funciona.
Spiegel: Então como ele funciona?
Kastner: Baseado em sua crença de um exercício ilimitado e sexualizado do poder. Ele perseguia garotas no parque, estuprou uma mulher e prendeu sua filha, e ele sempre acreditou que poderia sair impune. Todos conhecemos essa sensação de uma forma mais branda. É um sentimento assustador de autocorrupção, baseado no mote: Agora que eu comi a primeira fatia de torta, não importa se eu comer mais uma.
Spiegel: Fritzl tem algum sentimento de culpa?
Kastner: Com certeza ele sabia que o que estava fazendo era errado. Uma vez ele me disse que ficou cada dia mais difícil terminar a situação com sua filha. Depois de uma semana, ele pensou que deveria deixá-la ir embora, mas então perguntou a si mesmo: "Como vou explicar isso para minha mulher e para os outros?" Depois disso, ele pensou que teria que esperar até que sua filha estivesse tão devastada para que ele tivesse certeza de que ela não contaria a ninguém. Mas quanto mais ele esperava, mais claro se tornava para ele que a melhor solução era simplesmente mantê-la no cativeiro.
Spiegel: Em algumas reportagens da mídia, foi sugerido que Fritzl é um cara bem inteligente...
Kastner: Ah, você ficaria surpreso em saber quão pouca inteligência é necessária para fazer algo tão sinistro. Fritzl é um técnico que executava suas ações com a precisão de um contador. Eu sabia que não deveria esperar nenhuma reflexão sofisticada por parte dele, porque isso não aconteceu. Fritzl tem uma mente simples. Para ele, tudo está fechado em uma caixa. Não há nada mais.
Spiegel: Fritzl foi o seu pior caso?
Kastner: A dimensão cronológica foi certamente incomum. Mas no que diz respeito aos detalhes, encontrei crimes similarmente horríveis.
Spigel: Você descreve o caso de um homem chamado G., que batia na mulher e abusava do filho, um bebê, com tanta brutalidade que a criança morreu. Quando você entrevistou G. na prisão, ele se descreveu como um inocente perseguido e se vangloriou por se corresponder com uma mulher rica. Como você conseguiu ficar calma numa conversa com um homem como este?Kastner: Devo admitir que achei difícil tolerá-lo, como pessoa. Tento ser consciente das minhas próprias reações, para evitar que elas moldem minhas ações. Eu cheguei lá como profissional e não como uma pessoa com suas próprias emoções. Mas eu percebo que é difícil para mim me distanciar de alguns dos casos e permanecer objetiva.
Spiegel: Os agressores tentam te manipular?
Kastner: É claro, sempre.
Spiegel: Você percebe algo assim logo de cara?
Kastner: Não, eu estaria mentindo se dissesse isso. Mas ao longo dos anos eu certamente desenvolvi um sexto sentido para as coisas que parecem um pouco suaves e agradáveis demais, o que me torna desconfiada profissionalmente. Você precisa conhecer bem os arquivos e se preparar bem.
Spiegel: Seu livro é tão cheio de abominações que uma pessoa pode perder a fé no lado bom das pessoas. Você já desistiu da humanidade?
Kastner: De jeito nenhum. Eu lido com esses casos diariamente, às vezes por 12 a 14 horas diárias, e já vi o mal por quase todos os ângulos. Prometi a mim mesma que se eu perceber em algum momento que isso está me transformando, deixando-me deprimida, resignada ou cínica, vou parar. Mas não é o caso. Eu agucei minha percepção e sou provavelmente bem mais curiosa do que muitas pessoas. O mal faz parte da natureza humana. É melhor reconhecer o fato.

Cinco homens da mesma família em tribunal por extrema violência e abusos sexuais repetidos contra crianças

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12/11 - 22:22 - Washington, 12 nov - EFE
Um homem de 77 anos e seus quatro filhos compareceram hoje perante um tribunal do Missouri (EUA) acusados de abusar sexualmente de várias crianças entre 1988 e 1995, informou hoje a imprensa local.
Burrell Edward Mohler, de 77 anos, e seus filhos, de entre 47 e 53 anos, apareceram perante um tribunal do condado de Lafayette algemados e com macacões laranja de presidiários, segundo o diário "Kansas City Star".Enquanto as autoridades do condado dão força ao escândalo local com a busca de corpos e de novas vítimas, o juiz do tribunal atribuiu aos acusados vários crimes sexuais graves relacionados a crianças, que incluem denúncias de sodomia forçada, estupro de uma menina de 12 anos e utilização de outra menor em um ato sexual.Os cinco parentes, detidos na prisão local sob fiança de entre US$ 30 e 75 mil, não fizeram declarações em sua defesa e pareciam não ter representação legal, segundo o jornal.O caso foi aberto em meados de agosto, quando uma mulher de 26 anos foi até as autoridades locais com as denúncias, que incluíam o aborto feito por uma menina de 11 anos, disse à imprensa local o agente Bill Lowe, da Polícia Rodoviária do Missouri.A mulher e outros cinco irmãos, que também assinaram a denúncia, explicaram que após forçá-los a cometer diversos atos sexuais, os acusados tinham obrigado que escrevessem sobre o ocorrido, guardassem as histórias em jarras de vidro e as enterrassem no jardim, como forma de esquecer o que havia passado.As autoridades locais continuam hoje revistando a propriedade rural dos Mohler na busca desses testemunhos ocultos enterrados ou de possíveis corpos de vítimas.O prefeito do condado, Kerrick Alumbaugh, disse à imprensa local que têm "indicações" de que "há um corpo ou vários corpos enterrados em diferentes lugares", embora não tenha revelado identidades."Acho que há mais vítimas e acho que, em vista das provas, todos os investigadores que há aqui também acham isso", acrescentou Alumbaugh.A porta-voz da igreja local da Comunidade de Cristo, Linda L.Booth, confirmou que três dos cinco acusados eram sacerdotes ali.
14 Novembro 2009 - 00h30
EUA: Seis menores sofreram abusos durante vários anos
Seis crianças da mesma família foram durante vários anos violadas e sujeitas a todo o tipo de abusos sexuais – incluindo bestialidade – pelo próprio pai, avô e três tios. O caso, que poderá envolver crimes ainda mais graves, como homicídio, está a chocar a América.
Os abusos remontam ao período entre 1988 e 1995 mas só neste Verão começaram a ser investigados, quando uma das vítimas, agora com 26 anos, ganhou coragem para apresentar queixa na polícia de Lexington, Kansas. A mulher, que não foi identificada, revelou que tanto ela como os cinco irmãos – quatro raparigas e um rapaz – foram repetidamente abusados durante a infância pelo próprio pai, Burrel Mohler Jr., pelo avô paterno, Burrel Mohler Sr., e pelos tios Roland, Jared e David Mohler.
Os poucos pormenores que são conhecidos das acusações traçam um verdadeiro cenário de horror – durante anos, as crianças foram violadas com variados objectos, obrigadas a manter relações sexuais com os adultos, a participar em ‘casamentos’ encenados e, pelo menos numa ocasião, a ter relações sexuais com um cão. Uma das menores, que engravidou aos 11 anos, foi forçada a abortar.
Os cinco alegados pedófilos e um sexto suspeito, que não faz parte da família mas terá participado nas violações, foram esta semana detidos e acusados de vários crimes, incluindo incesto, pedofilia, actos de bestialidade e outros.
A polícia acredita que haverá mais vítimas e, possivelmente, mais cúmplices, e está a fazer escavações numa antiga quinta da família em busca de "um ou mais corpos", embora não tenha adiantado pormenores.
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Técnica de enfermagem é presa no RS acusada de sedar 11 recém-nascidos, por Flávio Ilha

14/11/2009 - 08h28
Especial para o UOL Notícias Em Porto Alegre

Uma técnica de enfermagem do Hospital Universitário da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) foi presa na madrugada deste sábado (14) acusada de usar sedativos em 11 recém-nascidos. O crime ocorreu em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre. Ela nega a acusação.
Vanessa Pedroso, 25, vinha aplicando uma mistura de diazepan e morfina em bebês saudáveis desde segunda-feira (9). Como as crianças apresentaram sintomas de intoxicação, a diretoria do hospital coletou sangue de cinco dos 11 recém-nascidos. O Laboratório Central do Estado confirmou na sexta-feira (13) à tarde a presença dos sedativos.
Os tranquilizantes podem ser aplicados em bebês apenas em situações de emergência. As crianças intoxicadas foram encaminhadas à UTI do hospital, onde ainda recebem tratamento. Nenhuma delas corre risco de morte.
A diretora do hospital da Ulbra, Eleonora Walcher, disse que começou a perceber os sintomas na segunda-feira. "Os bebês estavam fracos, desmaiavam e evoluíam rapidamente para um quadro de parada respiratória sem causa aparente", disse. Ela informou que as crianças tinham de cinco a seis horas de vida apenas quando receberam a medicação.
O delegado Guilherme Pacífico, da 1ª Delegacia de Canoas, autuou Vanessa em flagrante por tentativa de homicídio. Ela depôs durante duas horas. Segundo o delegado, no momento da prisão foi encontrada uma seringa na bolsa da técnica de enfermagem. O equipamento será periciado. Pacífico não quis comentar o caso.
Na noite de sexta, os pais começaram a ser avisados do que havia ocorrido. Segundo a direção do hospital, a confirmação só foi possível depois do laudo do Laboratório Central. Algumas famílias reclamaram que não foram comunicadas da intoxicação.
O centro obstétrico do Hospital da Ulbra, que realiza cerca de 100 partos por mês, suspendeu temporiamente o atendimento a gestantes. Elas estão sendo encaminhadas ao Hospital Nossa Senhora das Graças.O secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, classificou a suspeita como "psicopata". "É uma pessoa doente", disse.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Acusado de estuprar e matar menina vai a júri popular

24/09/2009
Vanderlei Moraes Alves, acusado de abusar sexualmente e matar por afogamento a menina Vitória de Souza Santos, de cinco anos, será julgado hoje, dia 24, no 3º Tribunal do Júri da Capital. O crime aconteceu no dia 7 de março deste ano, em Curicica, Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade.
Vanderlei Moraes, que responde por homicídio qualificado, estupro e atentado violento ao pudor nega as acusações do Ministério Público do Rio. Porém, um laudo do exame de DNA identificou sangue do réu no órgão genital da menina.
De acordo com a denúncia, o acusado, mediante violência real e também presumida em razão da idade da vítima, constrangeu Vitória de Souza a manter conjunção carnal com ele, bem como a praticar sexo anal. Com a intenção de matar, afogou a menina numa vala, causando-lhe a morte por meio cruel. Para o MP, o homicídio foi praticado para assegurar a ocultação e impunidade dos crimes sexuais.

domingo, 21 de junho de 2009

21/06/2009 - 17h17
Encaminhada pela própria mãe e pelo padrasto, uma menina de 9 meses de idade deu entrada hoje no Pronto Atendimento Paraíso, em Guarulhos, na Grande São Paulo, já morta. Os funcionários do pronto-socorro, ao verem o estado da menina, que apresentava queimaduras pelo corpo, arranhões e hematomas, entre outros ferimentos, acionaram a Polícia Militar (PM). Os agentes do 31º Batalhão levaram a mãe e o padrasto para o 7º Distrito Policial (DP) da cidade, onde a mulher afirmou ao delegado que havia recebido a filha naquelas condições das mãos de duas mulheres, com as quais a menina teria ficado duas noites.
As duas mulheres então foram localizadas pela polícia e, na delegacia, além de negar qualquer agressão contra a criança, afirmaram que a menina foi devolvida sem nenhum ferimento para a mãe na quarta-feira, quatro dias antes da mãe levar a criança para o hospital. Os quatro envolvidos na história estão sendo ouvidos pela polícia.
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A polícia investiga se uma menina de 4 anos, que morreu sexta-feira no Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, foi vítima de espancamento. Ela sofreu traumatismo craniano, estava com os pulsos quebrados e tinha hematomas pelo corpo. A tia da criança, Giovana dos Santos Viana, e a filha dela, Lilian Viana, são suspeitas da agressão. As duas negam a acusação.
A menina e o irmão, de 12 anos, são austríacos, mas teriam vindo para o Rio há dois anos, trazidos pela mãe, Maristela dos Santos, sem a permissão do pai, o austríaco Sacha Zanger. Com problemas psiquiátricos, Maristela desapareceu e a guarda das crianças foi dada à tia. Ao "RJ-TV", o pai, que chegou ao Brasil na sexta-feira, reforçou que quer a guarda do filho de volta:
- A minha filha eu não vou ter mais de volta. Agora, a única coisa que eu tenho é meu filho.
O conselheiro tutelar de Santa Cruz, Marcelo Machado, disse que recebeu, no último dia 12, informações da UPA de Santa Cruz de que a menina chegou à unidade com sinais de espancamento. No dia seguinte, o Disque-Denúncia também recebeu ligações informando maus-tratos contra a criança. O irmão disse, inicialmente em depoimento no Conselho Tutelar, que dava banho na irmã quando ela caiu e se machucou. Mas, ontem em entrevista ao "RJ-TV", o menino disse que vinha sendo coagido pela tia.
Um laudo inicial do Hospital Adão Ferreira Nunes mostra que a menina estava com hematomas espalhados pelo corpo, o que reforça a hipótese de abuso físico. Ela ficou uma semana em coma internada na unidade. O conselheiro Marcelo Machado informou que o irmão da vítima foi levado para a casa de um outro parente da mãe, por solicitação da Justiça, até que o caso seja totalmente apurado.
O pai chegou na sexta ao país. Ele contou que pagou durante anos uma pensão alimentícia de 1,4 mil euros (cerca de R$ 3,7 mil) a mãe das crianças. No último dia 17, dois dias antes da morte da menina, ele conseguiu na Justiça Federal um mandado de busca e apreensão das crianças. No entanto, o mandado não chegou a ser cumprido.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Professor da Faculdade de Direito da USP e filho de 5 anos são encontrados mortos em apartamento na zona sul de SP

22/04/2009 à 22h02m
São Paulo
Um advogado e professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e o filho dele foram encontrados mortos nesta tarde em um apartamento na Avenida Senador Casemiro da Rocha, em Vila Clementino, bairro de classe média alta, na zona sul de São Paulo. Os corpos de Renato Ventura Ribeiro, de 39 anos, e do filho, de 5 anos, foram achados por uma faxineira. Segundo a polícia, ambos estavam baleados na cabeça. O advogado estava com uma arma na mão.
Ribeiro estava separado da mãe da criança e deveria devolver o menino, que passou o fim de semana com o pai, no domingo à noite. Segundo uma amiga do advogado que não quis ser identificada, ele estava insatisfeito por ter perdido a guarda da criança para a ex-mulher.
De acordo com a polícia, a mãe chegou a registrar um boletim de ocorrência por subtração de incapaz, ou seja, quando há subtração da criança do responsável pela guarda, porém sem a característica de cárcere privado.
O advogado é autor de vários livros e desde o ano passado era professor titular da Faculdade de Direito da USP, uma das mais tradicionais do país.

domingo, 19 de abril de 2009

Nos EUA, brasileiro é condenado a 109 anos de prisão, por Andrea Murta

19/04/2009 - 08h22
da Folha de S.Paulo, em Nova York
O brasileiro Lindolfo Thibes, 48, foi condenado a 109 anos de prisão na última sexta-feira, em Los Angeles (costa oeste dos EUA), acusado de abusar sexualmente da filha desde que ela tinha seis anos --hoje tem 29. Os dois tiveram três filhos, atualmente com 4, 7 e 11 anos.
A vítima teve seu nome mantido em sigilo, mas a Folha descobriu o telefone identificado como da casa de sua mãe, em Antelope Valley (Califórnia).
"É um alívio poder viver minha vida livremente", disse ela. "Eu perguntava a Deus o porquê de tudo o que me acontecia e pensava que meu pai ou me mataria ou me teria como prisioneira pelo resto da vida."
Segundo o jornal "Los Angeles Times", o caso foi descoberto em 2005, com um chamado de emergência de violência doméstica: um homem havia esfaqueado a namorada no estacionamento de um hospital em Las Vegas, Estado de Nevada.
Quando os detetives começaram a investigar, descobriram que o agressor - instrutor de artes marciais-- era, na verdade, o pai da vítima, que o acusou de molestá-la sexualmente por quase duas décadas.
Testes de DNA confirmaram as acusações, indicando que Thibes era tanto pai quanto avô das três crianças.
Os ataques começaram quando a família vivia em Los Angeles, em meados dos anos 1980. Thibes aproveitava a ausência da mãe, que trabalhava à noite como enfermeira.
Além dos abusos sexuais, a filha contou que era espancada, inclusive com bastões de beisebol, e o irmão mais novo, chicoteado com fios elétricos.
Além disso, contou em juízo, ele lhe dava álcool e maconha desde os oito anos. Já adolescente, era proibida de sair de casa sozinha e teve de abandonar os estudos na sexta série.
A filha conta que, antes de ir parar no hospital por causa das facadas, nunca havia contado a ninguém sobre os abusos, nem mesmo à mãe.
"Eu era tão dominada por ele que, mesmo que ela me interrogasse, eu não contaria nada. Acho que minha mãe suspeitava, mas nunca falamos a respeito. Quando eu ficava grávida, dizia que os filhos eram só meus e que ninguém tinha nada a ver com isso", afirma.
Segundo ela, o pai ameaçava matá-la se o denunciasse e a mantinha prisioneira em casa, monitorando seus movimentos com câmeras de vigilância.

Problemas mentais
Ao todo foram quatro dias de julgamento, realizado no início deste ano. Thibes, que optou por se defender sozinho, sem advogado, foi sentenciado por estupro e outras agressões.
Durante o julgamento, ele afirmou que a condenação era resultado de "provas fraudulentas e testemunhos mentirosos", disse sofrer de problemas mentais e alucinações, mas não chegou a ser submetido a avaliação psicológica - segundo o vice-promotor distrital Rouman Ebrahim, porque não solicitou o exame.
"Alguém que faz isso não é mentalmente normal, mas não creio que seja caso de insanidade nem que ele é esquizofrênico. Ele tentou manipular o sistema com essas declarações", disse Ebrahim à Folha.
Segundo o vice-promotor Ebrahim, ainda cabe recurso, mas certamente o condenado vai passar o resto da vida na cadeia. Isso porque, pelas leis estaduais americanas, antes de começar a cumprir a pena por estupro da filha, Thibes cumprirá uma condenação de 22 anos por esfaqueamento, no Estado de Nevada.
Só depois disso, diz ele, o brasileiro será transferido à Califórnia para cumprir a pena de 109 anos.