quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Anteontem eu chegava em casa de madrugada, do trabalho; dias muito cheios. De coisas. De tudo.
Perto de casa, da minha rua, vi dois passarinhos, que eu gosto. Eles são brancos. Branquinhos, bem brancos, embaixo. Em cima eles são cinzas. Eu amo esses passarinhos. São singelos. Alertas, ativos. Delicados, cheios de vida. Se movem rápido, e eu me lembro de tê-los visto em toda parte. Ubatuba, Rio, Cascadura, Friburgo, Itaipava... É impressionante, porque, seja lá por onde vá, eu os vejo.
Eram dois. E um cantava para o outro.
Quando cheguei em casa - de madrugada - o corredor de meu andar tinha um cheiro tão bom. Tão bom. Limpo, leve e fresco. Alegre e vivo, eu diria. E, por um instante, eu pensei na pessoa que tinha deixado aquele corredor assim.

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