quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

E para comemorar as criaturas que nós somos - inclusive no Natal...

Polícia de Jandira diz que casal confessou o crime na véspera de Natal. No domingo (21), suspeitos haviam feito BO do desaparecimento da vítima.
Um casal foi preso nesta quarta-feira (24) por suspeita de assassinar a facadas uma menina de 8 anos, em Jandira (Grande São Paulo). De acordo com a Polícia Civil, o padrasto, de 25 anos, e a mãe da vítima, de 28, mataram a criança porque ela estaria atrapalhando o relacionamento dos dois.
Ainda, segundo a investigação, o padrasto confessou o crime. A mãe nega. O G1 não teve acesso ao casal.
A descoberta do crime ocorreu após o casal procurar a delegacia no domingo (21) para registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento da menina. Desde então, a mãe e o padrasto iniciaram uma campanha na cidade para encontrar a criança.
As suspeitas sobre o casal aumentaram com o depoimento dado à polícia. Dois motivos chamaram a atenção dos investigadores: a frieza da mãe e o fato dela falar da filha no passado, como se a menina já estivesse morta.
A partir de táticas de interrogatório, o padrasto teria confessado o crime. Em seu relato, ele afirmou que a mulher “sabia de tudo”. A mãe da garota negou a participação no assassinato.
Foi o padrasto quem levou os policiais civis até o local onde o corpo da garota havia sido deixado: um matagal no bairro Sagrado Coração.
Ao chegar lá, os investigadores encontraram policiais militares. A PM já estava no local porque um homem havia encontrado a criança quando cortava o mato.
Em 30 dias, o Instituto Medico Legal (IML) fará um laudo sobre a causa da morte da menina. Inicialmente, a Polícia Civil acredita que ela foi morta com golpes de faca no pescoço.
Pai confessa ter matado filho de 2 anos para não pagar pensão
por Leonardo Guandeline e Cleide Carvalho, O Globo; EPTV
10/12/2008 as 12h14m
O operador de máquinas Eraldo Querubino Marcondes, de 26 anos, confessou à polícia ter matado o filho Eduardo de Carvalho Marcondes, de 2 anos, para não ter de pagar pensão alimentícia. O crime aconteceu nesta terça-feira, em Monte Alto, na região de Ribeirão Preto, a 350 quilômetros de São Paulo . O menino foi asfixiado e o corpo enterrado em uma mata próxima à cidade.
Marcondes namorou Adriana de Carvalho, de 28 anos, mãe de Eduardo, mas os dois nunca moraram juntos, nem mesmo após o nascimento da criança. Para ajudar nas despesas com o menino, pagava pensão de R$ 150 por mês. Segundo Adriana, nos últimos meses ele vinha reclamando muito de ter de dar o dinheiro e dizia estar enfrentando dificuldades financeiras.
No domingo, Marcondes avisou Adriana que pegaria Eduardo para ficar com ele na terça, quando saísse do trabalho. Funcionário de uma fábrica de injetoras, ele foi buscar o menino por volta de 15h de ontem.
- O Eduardo não gostava de ficar com ele. Chorava e não queria ir com o pai. Eu só deixava porque a mãe dele costumava ficar junto. Mas desta vez ele mentiu, a mãe dele não estava na casa - diz Adriana.
Cerca de uma hora e meia depois de ter levado Eduardo, Marcondes voltou à casa de Adriana e disse que o garoto havia desaparecido. Disse que havia ido tomar banho e deixado Eduardo na sala e, quando voltou, não achou mais o filho.
- Ficamos desesperados. Chamei minha mãe e meu irmão, que é padrinho do Eduardo. Procuramos por todo lado e não achamos. Fui junto com ele à polícia para registrar o desaparecimento - diz ela.
A família de Adriana e policiais começaram a desconfiar de Marcondes porque ele se mantinha muito calmo. Monte Alto é uma cidade pequena, com cerca de 48 mil habitantes, e dificilmente uma criança ficaria sozinha na rua sem que alguém percebesse.
Segundo o delegado Antonio Carlos Barros de Melo, titular de Monte Alto, Marcondes asfixiou o filho dentro da casa e enterrou o corpo em uma mata próxima à rodovia que liga Monte Alto a Taiaçu. O corpo só foi achado nesta madrugada, por volta de 3h.
- Depois de enterrar a criança ele veio à delegacia registrar boletim do desaparecimento. À noite, por volta das 23h, fomos até a casa da mãe do menino, onde familiares dela discutiam com o acusado, culpando ele pelo sumiço. Na delegacia, ele chegou nervoso e confessou ter matado a criança durante o depoimento. Depois, nos levou até o local onde enterrou o menino - diz Barros de Melo.
- Quando ele voltou em casa perguntando sobre o menino estava sossegado, tranqüilo. Tranqüilo demais, por isso desconfiei - explica Adriana.
Marcondes vivia com outra mulher, que é surda e muda, e ela não estava na casa na hora do crime. Adriana afirma que jamais imaginou que o ex-namorado pudesse cometer um crime desse tipo.
- Ele era ganancioso. Mas achei que poderia ter escondido o menino para me dar um susto, não que tivesse matado. Ele ganha cerca de R$ 1.200 e vive como todo mundo. O Eduardo era o único filho dele - diz.
Perguntada se havia sido agredida por Marcondes alguma vez, Adriana negou. Contou, porém, que sabia que ele vinha agredindo a atual mulher e brigando com ela por causa da pensão dada à criança.
Sob efeito de calmantes, Adriana só ficou sabendo da morte de Eduardo na manhã desta quarta-feira. Mãe de outras três crianças - um casal de 9 e 7 anos, do primeiro casamento, e um bebê de 8 meses, de seu atual namorado - ela diz que quer justiça.
- Meu filho eu não vou ter de volta, mas quero que fique na cadeia o resto da vida.
Marcondes foi transferido esta manhã da delegacia de Monte Alto para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Serra Azul, a 303 km de São Paulo. Ele responderá por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O corpo do menino deve ser enterrado nesta tarde.

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