Fantástico. Impressionante. Pincéis surreais transmitindo com exatidão a mensagem de um diretor e um autor.
Talvez... a mensagem de uma época.
O que é O Nevoeiro, enfim?
Nossos medos? Nossas ignorancias? O desconhecido?
Nossa própria capacidade de "evoluir"... destruindo tudo? Nossa auto-destrutividade? Uma pulsão de morte gigantesca da qual todos partilhamos, e dentro qual vagamos sem direção? A habitação de pequenos, médios, e gigantescos monstros? Monstros de toda forma, toda espécie?
Nossos monstros?
A junção do que está lá fora e não controlamos, com tudo que não controlamos dentro de nós? O resultado de nossa atuação sobre tudo, sobre o Universo... O resultado de nossa presença aqui? A soma de todos nossos medos?
Expostos à monstruosidade... nos indiferenciamos? Expostos à desordem caótica, ao desmantelamento das referências, ao monstruoso caos, nossa propalada humanidade subsiste? Existe?
O Nevoeiro é o lugar aonde chegaremos com nossa auto-suficiência? Nossa auto-confiança? Nossa arrogância?
O Nevoeiro é para onde estamos indo?
Aonde... estamos?
A Religião não nos salvou; a Ciência não está sendo o antídoto. Ela está acelerando o processo.
Viramos monstros?
Viraremos?
Viraremos?
E ele vai além, E fala de nossa impotência.
Impotência diante de algo... muito grande. Do qual não conhecemos a exata extensão, ou proporção.
Impotência diante de algo... muito grande. Do qual não conhecemos a exata extensão, ou proporção.
A impotência que desperta um dos nossos derradeiros mecanismos de defesa: negação.
Sabemos que está lá, e negamos. Sabemos que está ocorrrendo... e negamos. Ouvimos seus ruídos... e negamos.
Mas ESTÁ LÁ. No meio do... Nevoeiro.
Um filme cruel, definitivo.
Um filme que desdenhei.
The Mist.
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