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Quero fazer um belo poema sobre minha vontade de morrer,
sobre minha vontade de partir.
Essa vontade tão bela,
quanto incompreendida.
Quão incomprensível...
Mas estou com sono,
com sono
E então minha alma, que é só movimento
- acabou de mover-se por dentro de minhas costelas -,
quer partir para mais perto,
minha alma, que é
só movimento,
só movimento,
só movimento...
quer repouso.
E eu vou dar-lhe.
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