domingo, 8 de fevereiro de 2009

Rosebud, Átila Guimarães

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Hoje, na minha mente, eu fui ao prédio da minha infância,

O elevador da minha infância,
Os corredores da minha infância,
As portas da minha infância.

Porque tudo é tão escuro?
Até as cerâmicas são escuras...

Depois saí, e matei uma pessoa que me incomodava.
Depois matei várias pessoas que me incomodavam.
Depois matei todas as pessoas, porque elas fazem parte desse sistema caótico e barulhento que se chama Humanidade.

Ah...
Poupei alguém...

Poupei aquele patinho de borracha que tomava banho comigo.

Um comentário:

Karin van der Broocke disse...

Que lindo, Átila, que lindo...
Volto para você com o que li certa vez;
“Você é alguém único realmente, cheio de qualidades. Um ser humano com quem dá gosto "pisar na Terra", com quem dá gosto se caminhar por essa Terra, trilhar esse Caminho...”
Sinto sincero e profundo orgulho de você. Saber que pude um dia conhecer alguém tão especial e tão INTENSO quanto você É, causa-me no mínimo, honra... E isso é muito bom, é gratificante.
Você é arte completa. Você é grande. Você É o Átila.
Pena não ser um “replicável”, o planeta seria riquíssimo.
Poucas vezes vi poetas que conseguem se expressar tão facilmente de maneira clara e objetiva o que muitas vezes nos permeia, e mesmo assim não conseguimos contextualizar. Você é um deles. Grande poeta, grande menino...

Karin van der Broocke.